Os “segredos” da madeira bem tratada nas usinas.

21 Jan 2019

A qualidade da madeira tratada industrialmente depende de uma série de fatores, dos quais se destacam três principais: a secagem da madeira, a padronização/otimização do processo de tratamento e as condições ideais da solução preservativa.

As boas práticas de tratamento, adaptadas de acordo com a realidade das usinas, moldadas principalmente por seus resultados analíticos, são endossadas por estudos científicos que fundamentam os melhores parâmetros para a otimização desse trabalho. Dentro desse conceito, podemos destacar alguns “segredos” que favorecem o bom tratamento de madeiras. 

Na secagem da madeira (retirada da umidade das regiões mais internas), o tempo e o espaço são importantes, tal como a forma é essencial. O tempo pode variar entre 45 e 90 dias, dependendo do microclima da região (temperatura, umidade relativa do ar, regime de ventos, incidência de raios solares). O espaço pode ser o pátio de secagem ou inicialmente a própria mata. 

Madeira roliça: montagem de pilhas baixas, utilizando estaleiros entre o solo e as pilhas, evita-se o acumulo de água em poças próximas à área de secagem, nos pontos de baixa circulação de ventos; procurar manter as pilhas distantes da vegetação rasteira e floretas de alta umidade.

Madeira serrada: montagem das pilhas com tabiques ou separadores alinhados, de mesmo tamanho, (previamente já tratados no caso da secagem natural) e em espaçamentos suficientes para que as peças não sofram deformação. No mais, valem os mesmos cuidados aplicados às madeiras roliças.

Por fim, as peças devem estar preferencialmente perpendiculares em relação ao vento predominante no local (o ar deve atingir a madeira lateralmente e não nos seus topos). 

Tomando tais cuidados, a secagem tende a ocorrer mais uniforme. O processo de secagem irregular deixa a distribuição de umidade desuniforme, por levar pouca circulação de ar entre as peças de madeira, e dá a oportunidade ao desenvolvimento de fungos apodrecedores nas peças mais próximas da base da pilha e, principalmente naquelas que se encontram em contado direto com o solo. 

No quesito tratamento, a impregnação pelo sistema de vácuo-pressão é o método mais praticado na preservação atual. Monitoramento (com uso de equipamentos como vacuômetro e manômetro) e padronização de procedimentos são essenciais da entrada à saída da madeira na autoclave. 

A otimização vem com a definição correta dos ciclos de acordo com as características e dimensões da madeira. Por exemplo, no caso de madeiras de folhosas (que têm alburno permeável e cerne geralmente impermeável), os ciclos de tratamento são mais longos. Nas coníferas (que têm baixa densidade e grande volume tratável), esse tempo pode ser significativamente reduzido, devido à alta porosidade e permeabilidade. 

Por fim, mas não menos importante, as condições da solução preservativa devem sempre estar em perfeita ordem quanto ao balanceamento químico, concentração e livres de materiais em suspensão. Um preservativo de qualidade deve atender as seguintes características: garantir toxicidade alta para os agentes biológicos que degradam a madeira, ter elevado grau de fixação ao mesmo tempo em que preserve a superfície de impurezas e odores, alta resistência à lixiviação (garantindo proteção duradoura), não aumentar a combustibilidade da madeira e garantir segurança na manipulação. 

O Osmose K-33 C (CCA-C) e o MOQ OX50 (CCB-O), da Montana Química, são exemplos de produtos que reúnem todas essas características. Ambos chegam aos clientes com suporte de um sistema da qualidade ISO 9001/2015, atestando suas qualidade e eficiência. Montana, quem conhece confia!

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