Tratamentos sem e com pressão

Tratamento sem pressão efetiva

O processo de imersão ganhou substancial importância com o advento da norma NBR 7190 – Projeto de Estruturas de Madeira, onde foram inclusas as classes de uso, a seguir apresentadas.

Categoria

de uso

Condição de uso da madeira

Organismos xilófagos
1 Interior de construções, fora de contato com o solo, fundações ou alvenaria, protegidos das intempéries, das fontes internas de umidade e locais livres do acesso de cupins- subterrâneos ou arborícolas.

Cupim-de-madeira-seca

Broca-de-madeira

2 Interior de construções, em contato com a alvenaria, sem contato com o solo ou fundações, protegidos das intempéries e das fontes internas de umidade.

Cupim-de-madeira-seca

Broca-de-madeira

Cupim-subterrâneo

Cupim-arborícola

3 Interior de construções, fora de contato com o solo e protegidos das intempéries, que podem, ocasionalmente, ser expostos a fontes de umidade.

Cupim-de-madeira-seca

Broca-de-madeira

Cupim-subterrâneo

Cupim-arborícola

Fungo embolorador/manchador

Fungo apodrecedor

4 Uso exterior, fora de contato com o solo e sujeito as intempéries.

Cupim-de-madeira-seca

Broca-de-madeira

Cupim-subterrâneo

Cupim-arborícola

Fungo embolorador/manchador

Fungo apodrecedor

5 Contato com o solo, água doce e outras situações favoráveis à deterioração, como engaste em concreto e alvenaria.

Cupim-de-madeira-seca

Broca-de-madeira

Cupim-subterrâneo

Cupim-arborícola

Fungo embolorador/manchador

Fungo apodrecedor

6 Exposição à água salgada ou salobra.

Perfurador marinho

Fungo embolorador/manchador

Fungo apodrecedor

Fonte: NBR 7190 – Projetos de Estruturas de Madeira.

Tabela 1 – Categorias de uso da Madeira Preservada

Nestas categorias de uso as classes 1, 2 e 3 dizem respeito à madeira usada em construção civil ao abrigo das intempéries e, no máximo, com umedecimento temporário. Para as retenções de preservativos recomendadas para essas três classes de uso e para madeira de elevada permeabilidade, caso da madeira de Pinus, o processo de imersão simples pode atender às exigências de uso.

Esse processo de imersão é o mesmo descrito no pré-tratamento sendo que, nessas situações, a Montana Química recomenda o uso do produto OSMOSE TI-20, que apresenta as seguintes características: é um preservativo de ação fungicida e inseticida à base de piretróide e carbamato, formulado para tratamento de madeira seca, a ser usada sem contacto direto com o solo. É ideal para aplicação em casas pré-fabricadas, móveis, portas, janelas, embalagens, paletes, forros, divisórias, carretéis e estruturas de telhado.

Os chamados “processos caseiros” já foram muito usados em construções rurais, principalmente quando o parque industrial brasileiro contava com poucas unidades industriais para tratamento de madeira. O uso desses processos caseiros vem sendo bastante limitado, por permitir que pessoas sem habilitação técnica, tratem sua própria madeira, com riscos de intoxicação e danos ao meio ambiente. Entre os processos caseiros podem ser citados: imersão simples, imersão prolongada, difusão, transpiração radial ou substituição da seiva e banho quente-frio.

A Montana Química não incentiva o emprego dos porcessos caseiros devido às restrições apontadas.

Recomenda-se aos produtores rurais que desejarem maiores informações, e que tenham nesses métodos sua única opção de acesso à madeira tratada, que procurem o apoio de um engenheiro agrônomo das Cooperativas de Apoio Técnico Integral (CATI) da Regional da Secretaria Estadual da Agricultura na sua área de atuação.

 Tratamento com pressão

 3.1. Processo de Célula Cheia (Bethell/Burnett)
A exigência para esse tipo de tratamento é que a umidade da madeira esteja abaixo do ponto de saturação das fibras (~ < 30% de umidade) para que os lúmens das células da madeira estejam livres e, portanto, aptos ao recebimento da solução preservativa.

Esse processo é efetuado em unidades industriais chamadas Usinas de Preservação de Madeiras (UPMs) que dispõem de autoclave, bombas de vácuo, de transferência e pressão, além de tanques de armazenagem, de medição e outros equipamentos acessórios. Existem, basicamente, três processos industriais: um de célula cheia (processo Bethell) e dois de célula vazia (processos Lowry e Rueping), assim designados conforme o lúmen das células de madeira fiquem total ou parcialmente preenchidos pela solução preservativa.

O mais comum e usado é o chamado processo Bethell, patenteado em 1838 por John Bethell e que pode ser visto no vídeo abaixo e, em forma de gráfico, na figura 5.

Figura 4: Representação esquemática do Processo de Célula Cheia

Para tratamento de madeira pelo processo de Célula Cheia, a Montana Química disponibiliza dois produtos que são os mais usados nas indústrias de preservação de Madeiras do Brasil: o Osmose K-33 C e o MOQ OX 50 – CCB-O, cujas formulações e informações técnicas podem ser encontradas no ícone Indústrias do site da Montana.

Figura 5: Representação gráfica do Processo de Célula Cheia

Processo de Duplo Vácuo (Vac-Vac)

Outro processo que tem sido usado com alguma frequência para tratamento de madeira destinada à construção civil é o de duplo-vácuo (vac-vac), com emprego dos chamados preservativos LOSP, sigla em inglês para “Light Organic Soluble Preservatives”, ou Preservativos Oleossolúveis Leves. Um preservativo clássico nesta categoria é o TI-20, da Montana Química, composto por cipermetrina (inseticida piretróide), IPBC (fungicida – iodo propinil butil carbamato), tendo como solvente um veículo orgânico de baixa densidade como aguarrás, nafta, etc.

O sistema de duplo vácuo possui a seguintes fases:

 Ø  vácuo inicial reduzido (200 mm de Hg a 250 mm de Hg);

Ø  enchimento da autoclave, aproveitando o vácuo inicial existente; se for necessário, o enchimento pode ser completado com auxílio da bomba de transferência, para que não permaneça ar no interior da autoclave;

Ø  retorno à pressão atmosférica para madeiras muito permeáveis ou

Ø  aplicação de pressão reduzida de 1 kgf/cm² a 2 kgf/cm², para madeiras menos permeáveis;

Ø  vácuo final mais intenso do que o inicial e de maior duração, para eliminação do excesso de preservativo.

Atualmente esse processo é mais usado na Europa, para tratamento de peças de madeira como esquadrias de janelas e portas, mas para espécies com razoável permeabilidade.

Outros processos sob pressão:

Existem outros processos que operam sob pressão e que não foram descritos neste artigo por não terem a mesma importância comercial dos demais. Entre eles podem ser citados: processo MSU, processo Q, processo das pressões oscilantes, processo Boulton, processo de altas pressões, processo com CO2  supercrítico, etc. Para se ter uma ideia este último, por exemplo, tem uma única usina em operação comercial na Dinamarca.

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