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Métodos de tratamento da madeira

Os métodos preventivos e convencionais de tratamento visam à proteção da madeira contra os agentes deterioradores, fungos e insetos, com o emprego de produtos químicos inibidores desses organismos xilófagos.

Os tratamentos convencionais podem ser divididos em três categorias:

Ø  pré-tratamento;

Ø  tratamento sem pressão efetiva;

Ø  tratamento com pressão.

 Pré-Tratamento
Tem por finalidade garantir a sanidade biológica da madeira por um período de tempo mais ou menos curto, equivalente ao deslocamento das toras da floresta até a serraria; além de manter a madeira serrada, até sua secagem, num ponto em que o teor de umidade (inferior a 25%) não favoreça o desenvolvimento de fungos .

 Para o tratamento temporário da madeira a Montana Química S.A. disponibiliza para os seus clientes o produto OSMOTOX PLUS,  formulado à base de cobre-8-quinolinolato e carbendazim. A associação dos dois princípios ativos, além de ampliar o espectro de atuação desses produtos contra bolores e fungos, potencializa a sinergia existente entre ambos. Recomenda-se que a solução de tratamento seja aplicada num teor de 5% a 6% de OSMOTOX PLUS. Para proteção contra insetos deve ser associado ao produto OSMOSE CP 50 num teor de 2,5% a 5,0%, que é uma formulação à base do piretróide cipermetrina

Para a proteção de toras, toda a sua superfície deve ser pincelada no máximo 24 horas após o abate. O tratamento deve ser repetido a cada 15 dias, até que a tora seja desdobrada ou levada para um local protegido da chuva e umidade.

Para o tratamento de madeira recém–serrada verde, o tratamento pode ser feito por imersão ou pulverização, logo após o desdobro. A madeira deve permanecer imersa na solução por 20 a 30 segundos. As concentrações recomendadas para as soluções devem ser as seguintes:

OSMOTOX PLUS  OSMOSE CP 50

Ø  3% a 4%      2,5%          para regiões frias e secas;

Ø  4% a 5%      4,0%         em épocas chuvosas e quentes.

Uma vez que a maioria dos produtos usados neste tratamento é solúvel ou emulsionável em água, estão sujeitos à lixiviação. Assim, há necessidade de se obter, com o tratamento, uma retenção de produto capaz de garantir a proteção da madeira durante o período de secagem. Sabe-se que, nessas condições, a retenção do produto depende muito mais da concentração de solução do que do tempo de imersão. Após 60 segundos de imersão, o incremento obtido na absorção de solução é praticamente nulo. Assim, a eficiência do tratamento depende muito mais do controle da concentração de solução do que do tempo de imersão. É importante lembrar que a concentração da solução no tanque de imersão muda ao longo do tempo, sendo importante a sua correção.

O tratamento por imersão pode ser aplicado manualmente, semi-automaticamente e automaticamente, dependendo do porte e da produção de cada serraria. Na imersão manual as peças, depois de destopadas, são introduzidas num tanque e mantidas submersas durante o tempo recomendado. A seguir, são retiradas, deixando-se escorrer o excesso de solução (Figura 1).

Figura 1: Esquema de instalação para pré-tratamento manual das peças.

(Fonte Manual de Preservação de Madeiras – Vol. II – Publicação IPT n° 1637)

Este tipo de equipamento é indicado para serrarias de pequeno porte. Estima-se que um homem possa tratar até 10 metros cúbicos por dia de tábuas de 2,5 cm de espessura.

 Os banhos semi-automáticos são empregados, geralmente, em serrarias com grande produção. Após o destopo, as peças deslizam sobre roletes móveis e caem no tanque de imersão. A retirada das peças também é manual (Figura 2).

Figura 2: Esquema de instalação para pré-tratamento semi-automático das peças.

 (Fonte Manual de Preservação de Madeiras – Vol. II – Publicação IPT n° 1637)

O sistema automático é indicado para serrarias que apresentem grande produção diária. Consiste, basicamente, num sistema de correntes deslizantes sobre roletes e um tanque em forma de “V”. Após o destopo, as peças são transportadas pelas correntes até o tanque, onde são imersas na solução e, a seguir, removidas automaticamente (Figura 3).

Figura 3: Esquema de instalação para pré-tratamento automático das peças.

(Fonte Manual de Preservação de Madeiras – Vol. II – Publicação IPT n° 1637)

A aplicação do tratamento por pulverização é indicada para serrarias com grande produção, ou quando devem ser tratadas peças de grandes dimensões, cujo tratamento por imersão não seja possível. A aplicação pode ser feita com uso de pulverizadores costais ou em túnel de aspersão. No primeiro caso, a pulverização deve ser feita sobre um tanque equipado com grelhas que permitirão o reaproveitamento do líquido excedente evitando a contaminação ambiental.

 O túnel de aspersão é um sistema automatizado que consiste de bicos pulverizadores adaptados às paredes de um túnel, por onde passam as peças de madeira movimentadas sobre roletes ou esteiras. Os bicos pulverizadores devem estar dispostos nas paredes do túnel, de modo a garantir que todas as faces da peça sejam atingidas pela solução. O comprimento do túnel e a velocidade de passagem das peças devem ser regulados, para garantir que elas fiquem completamente encharcadas pela solução.

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