Madeira Serrada

Produzida em serrarias e transformada em peças menores de formato prismático, pode ser obtida por diversas técnicas de desdobro, escolhidas principalmente em função de critérios técnicos e econômicos. As duas práticas mais comuns são os cortes radial e tangencial. O corte tangencial é mais utilizado pela eficiência de produção de madeira serrada e menor formação de resíduos. Nele, após a fixação da tora e retirada da primeira costaneira, as tábuas são extraídas paralelamente, uma após a outra, até a proximidade da medula, que é descartada. Em seguida, a tora é girada, tendo a outra metade processada do mesmo modo.

No corte radial, inicialmente, a tora é cortada em quatro partes, segundo dois planos perpendiculares. Em seguida, cada uma dessas partes é colocada na serra em posição que permita que os anéis anuais de crescimento mantenham, o mais próximo possível, um ângulo de 90º em relação à face das tábuas que serão cortadas. Apesar de mais trabalhoso, o corte radial diminui a contração das tábuas durante o processo de secagem, além de proporcionar vantagens estéticas devido ao desenho do grã da madeira na superfície das peças.

Além do desdobro, são processados na serraria o esquadrejamento, o destopo e o pré-tratamento das peças para garantia de sua sanidade até que sua umidade caia abaixo do ponto de saturação das fibras, quando a secagem for natural. Não é preciso realizar esse pré-tratamento no caso de secagem em estufa logo após o desdobro.

Os principais produtos brutos de madeira serrada são:

Além dos produtos brutos, outros podem ser beneficiados com equipamentos especiais na própria serraria, abastecendo especialmente a construção civil. Entre eles, destacam-se os seguintes:

Todo esse material produzido em serrarias atende as necessidades de diversos setores produtivos e de serviços como:

  • transporte
  • rural /marinho
  • moveleiro
  • construção civil