Floresta Plantada e Reflorestamento

24 Sep 2016

Florestas plantadas são aquelas destinadas à recuperação de uma área degradada, onde anteriormente havia cobertura vegetal local reconhecida como floresta. Muitas vezes, o termo reflorestamento é utilizado para se referir a uma área utilizada para o cultivo de espécies de interesse comercial. Porém, não é correto falar em reflorestamento se a área de cultivo nunca foi coberta por uma floresta. Chama-se florestamento a implantação de florestas em áreas que não eram florestadas naturalmente, com objetivos específicos comerciais. Podem ser formadas por espécies nativas ou exóticas.

Em 1965, a Lei n° 4771 estabeleceu incentivos fiscais para o reflorestamento no Brasil. Este benefício fiscal durou 23 anos. Por paradoxal que pareça, foi justamente a partir de 1988 que houve um fortalecimento da política florestal brasileira, pois durante o período de incentivos a produtividade era baixa, havia insuficiência de conhecimentos, além de falhas na legislação e na fiscalização.

De qualquer forma, foi o ponto de partida para que em 2007 o Brasil passasse a ter uma área reflorestada de 5,6 milhões de hectares, representada por diversas espécies de eucalipto (67%) e de Pinus (33%).

A região sudeste é a mais bem aquinhoada em termos de reflorestamento, onde se encontram os maiores plantios de eucalipto nos Estados e Minas Gerais e de São Paulo, enquanto que Paraná e Santa Catarina respondem pelas maiores áreas com florestas de Pinus.

Hoje, esse formidável potencial madeireiro, concentrado na região de maior desenvolvimento econômico do país, tem forte componente ecológico pois, corretamente trabalhado, representa um alívio sobre a demanda de madeiras nativas provenientes da Amazônia. Assim, as autoridades podem fiscalizar com maior facilidade o desmatamento descontrolado e, sendo assim, a madeira certificada ocupará um lugar definitivo no mercado. Além disso, madeiras de ciclo rápido como as de reflorestamento, que têm sua fase de crescimento acelerada sob as condições climáticas brasileiras, possuem um grande potencial de armazenamento de CO2.

Os termos da equação estão aí. O desafio é determinar os seus coeficientes de ajuste, representados por políticas adequadas, fiscalização e divulgação. Com toda a certeza, a divulgação pode quebrar dois grandes paradigmas: o primeiro é o desconhecimento tecnológico. O outro é o preconceito contra o uso intensivo da madeira, principalmente na construção civil.

Neste momento, em que as atenções internacionais estão voltadas para o que acontece na Amazônia, é preciso competência e tenacidade para que a madeira reflorestada possa cumprir o seu papel em toda a sua plenitude no Brasil.

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