Madeira Osmopressurizada, a evolução da madeira tratada
Inovação não é modismo. Está no DNA da empresa ou, simplesmente, não existe. A marca Madeira Osmopressurizada, da Montana Química, comprova este ponto de vista. Lançada há décadas no mercado brasileiro, até hoje é referência e uma senha para usineiros e construtores conectarem-se com segurança à qualidade em madeira tratada.XIII EBRAMEM
23 Jul 2012 - 25 Jul 2012
A Montana participa do evento que ocorre no Espírito Santo, juntamente com sua parceira, a Plantar!
5ª Formóbile
24 Jul 2012 - 27 Jul 2012
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As Vantagens das formulações base óxidos sobre similares em base salina
29 Jul 2011A resistividade elétrica da madeira diminui com seu teor de umidade e, em especial, abaixo do ponto de saturação das fibras esse decréscimo é rápido. Mesmo traços de água aumentam consideravelmente a sua condutividade elétrica (inverso da resistividade).
O mecanismo da condução elétrica na madeira depende da presença de íons. Um modelo de condução iônica foi proposto por LYN (1965) para explicar a condução elétrica através da parede celular da madeira. Esse pesquisador salientou que o número de carregadores de carga (íons) na madeira é o fator determinante do mecanismo de condução elétrica no intervalo de 0-20% de umidade. Em teores de umidade mais elevados o grau de dissociação dos íons absorvidos é suficientemente alto, de tal forma que a mobilidade desses íons pode se tornar o fator majoritário na determinação dessa grandeza elétrica. Por isso, qualquer alteração na concentração iônica, sua distribuição ou ambos podem trazer alterações na condutividade elétrica da madeira. Outros fatores que influem nessa propriedade são a densidade da madeira e o ângulo dos seus anéis de crescimento (SKAAR, 1988 e TORGOVNIKOV, 1993).
Em função dessas considerações, inicialmente se presumiu que a condutividade elétrica seria maior em postes tratados com CCA (arseniato de cobre cromatado) do que naqueles tratados com substâncias oleosas, principalmente com base em medições feitas em postes tratados com formulações desse preservativo em base salina.
Entretanto, segundo MCINTYRE E FOX, 1990 estudos mostraram de forma conclusiva que não há diferenças na condutividade de postes tratados com CCA, base óxido, com aqueles tratados com preservativos oleossolúveis.
Lumsden e Hearn apud TAYLOR (1981) relatam que as formulações, base óxido, têm vantagem significativa sobre seus antecessores, na base salina, no que diz respeito às propriedades elétricas, com essa diferença permanecendo nessas condições mesmo após a instalação dos postes de madeira em linha.
Com base nisso, KOTZ e MILLER (1961) concluíram que a formulação óxido de preservativos, traz como consequência uma alteração desprezível, na resistividade elétrica do poste tratado, em comparação àquele sem tratamento.
Este são os casos dos produtos OSMOSE K-33 CCA e MOQ® OX 50 CCB-O, ambos da Montana Química S.A., formulados na base óxido, cujos ingredientes ativos que fazem parte de sua composição química, reagem com a parede celular da madeira (celulose, polioses e lignina), formando complexos insolúvel em água, sem a formação de produtos colaterais, responsáveis pelo aumento de condutividade elétrica desse material. Ao contrário, as formulações salinas produzem íons livres de metais alcalinos (sódio, potássio), que ficam disponíveis na madeira para o transporte de correntes de fuga.
Por fim, a não formação de íons, característica das formulações base óxido, também tem reflexos positivos no aspecto da utilização de conectores metálicos em madeira preservada, por ser mínimo o potencial de criação de células galvânicas, responsáveis pelo processo de corrosão.
Artigo do consultor técnico da Montana Química, Dr. Ennio Lepage
BIBLIOGRAFIA
Guelph Utility Poles Co. Ltd. CCA Chromated copper arsenate. Chromated copper arsenate is a water-borne preservative with a historyof over 60 years of safe use .
Disponível em : http://www.guelphpole.com/k33.html . Acesso em 5/1/2009.
KATZ, A. R., MILLER D. G. – Effects of Some Preservatives on the Eletric Resistence of Rio Pine – American Wood Protection Association (AWPA Proceedings), n. 59. p. 204-217. 1963.
LIN, R.T., A study on electrical conduction in wood. Forest Products Journal. 15: 506-514. 1965.
MC INTYRE, C.R. & FOX, R.F. Update on Wolman ET, a New CCA/oil Treating System. American Wood Preservers’ Association. Annual Meeting. p. 65. 1990
SKAAR, C. Wood-water relations . Springer-Verlag, Berlin, 1988.
TAYLOR, T. A. – Comparisons of Differences in Electrical Condutivity and Corrosivity Between CCA oxide and CCA-salt treated wood. THE INTERNATIONAL RESEARCH GROUP ON WOOD PRESERVATION. Document IRG nº IRG/WP/3178. 9 p.1981.
TORGOVNIKOV, G.I. Dieletric Properties of wood and wood based materials. Springer-Verlag, Berlin, 1993.
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